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Municípios

 

 

ALCOBAÇA

Alcobaça encerra testemunhos de ocupações humanas de épocas bem remotas. Dos abundantes vestígios paleolíticos de Castanheira e Montes às numerosas ocupações dos primeiros agricultores pastores que ocuparam as grutas do Carvalhal de Aljubarrota, não faltam provas da presença dos primeiros homens nesta região. As grutas de Carvalhal de Aljubarrota (Cabeço da Ministra e Calatras), ocupadas para enterramentos ou como locais de ocupação temporária, são alguns exemplos.

No período de reconquista cristã e de formação do reino, D. Afonso Henriques terá conquistado as terras de Alcobaça aos muçulmanos por volta de 1148. Com a carta de doação de 8 de Abril de 1153, inaugura-se um longo período que irá durar até à extinção das ordens religiosas, já no século XIX, período esse ao longo do qual foi ganhando forma um imenso complexo arquitectónico, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Em torno deste, ganhou forma um território estruturado que beneficiou desta imensa fonte de saber monacal. Desenvolveram-se as granjas e quintas, levou-se por diante a conquista das pedregosas encostas da serra, com a introdução sistemática da oliveira, desenvolveram-se os sectores industriais com recurso à energia hidráulica. Enfim, foi-se definindo um território que ainda hoje é conhecido pelo nome de Coutos de Alcobaça… e sempre a Oeste da Serra dos Candeeiros.

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ALENQUER

Alenquer foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1148 tendo sido por ele reedificada. D. Sancho I construiu um palácio nesta vila doada a D. Sancha sua filha que lhe concedeu o primeiro foral. Mais tarde, Alenquer teve novas cartas de foral, dadas por D. Dinis em 1302 e por D. Manuel em 1510.
Alenquer é reconhecida como Vila Presépio, devido à realização anual desde há cerca de trinta anos de um presépio em tamanho gigante numa das encostas que formam o vale do centro da vila.
Limitada a norte pelas alturas da serra de Montejunto e a sul pelas terras baixas da beira do rio, na margem direita do Tejo, o concelho oferece um diversidade paisagística invulgar, uma riqueza agrícola de grande significado, um passado histórico invejável e um conjunto monumental de grande valor artístico. De destacar as ruínas do antigo castelo (sec XIII), Igreja de S. Pedro com o túmulo de Damião de Góis (séc. XVI), convento de S. Francisco e museu Hipólito Cabaço, com mais de 40 mil peças de arqueologia.
As velhas quintas solarengas, os bons vinhos brancos e tintos, o artesanato e a serra de Montejunto (turismo rural) proporcionam, a poucos quilómetros de Lisboa, momentos de inefável fruição. Aliás, o futuro aeroporto Internacional de Lisboa na Ota, constitui, já, uma grande oportunidade de desenvolvimento para o concelho e região.

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ARRUDA DOS VINHOS

O concelho de Arruda dos Vinhos situa-se a 36 Km a norte de Lisboa, entre os concelhos de Sobral de Monte Agraço, Alenquer, Vila Franca de Xira, Loures e Mafra. A área é de 77 Km2 distribuídos por quatro freguesias. Arranhó, Arruda dos Vinhos, Cardosas e São Tiago dos Velhos. A sua população ronda actualmente os onze mil habitantes.
As primeiras marcas de ocupação humana no território que corresponde hoje ao concelho de Arruda dos Vinhos remontam ao período Neolítico. Da época romana encontram-se igualmente bastantes vestígios, fixando-se a primeira marca de autonomia municipal no ano de 1172 quando D. Afonso Henriques faz lavrar um documento de doação da vila de Arruda à Ordem de São Tiago, acto que é confirmado em Santarém em 1218, por D. Afonso II.
O foral é atribuído em 1517, por D. Manuel I, depois do rei se ter refugiado no Paço da Vila, aquando da devastação do reino pela peste. Este monarca prometeu restaurar a igreja Matriz e dedicá-la a Nossa Senhora da Salvação, caso saísse ileso da epidemia, o que se veio a comprovar. Deste modo, o rei ordenou que se organizassem festividades na vila em honra da virgem no dia 15 de Agosto de cada ano, tradição que se manteve até aos nossos dias.
Durante as invasões napoleónicas foram construídos quatro fortes que integravam as Linhas de Torres, contribuindo para a defesa da capital.

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BOMBARRAL

O Concelho de Bombarral tem como limite geográfico a norte o concelho de Óbidos, a este o concelho de Caldas da Rainha, a sudeste e sul o concelho de Cadaval e a sudoeste o concelho da Lourinhã, com que confina também a Oeste. Tem tradicionalmente um forte pendor agrícola, reflectindo-se essa característica no seu "modus vivendi" e no significativo valor de efectivos de trabalho, absorvidos pelo sector primário, com valores residuais de desemprego. Aparece-nos com naturalidade a vocação para o turismo rural, com especial incidência na Rota da Vinha e do Vinho. Destacam-se duas quintas: Loridos (casa senhorial do sec. XVI) e Cerejeiras.
Para os amantes do desporto automóvel, ou que simplesmente gostem de novas experiências, é de destacar o KIRO-Kartódromo Internacional do Oeste. Implantado numa área total de 8 Hectares, oferece aos seus utentes uma pista com 1.203 metros de perímetro e de oito a dez de largura, com 15 variantes diferentes.
Historicamente o concelho tem vestígios arqueológicos valiosos (grutas do paleolítico, e um castro) ainda não totalmente explorados, mas que atestam de modo evidente a ocupação deste espaço desde tempos muito remotos.
É no carvalhal que se encontra a construção mais antiga do concelho. Doada por D. Diniz a um fidalgo aragonês, a Torre Medieval é classificada de interesse público.

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CADAVAL

"Não há gelo para no verão refrescar as bebidas e a neve, que tem de ser trazida de uma distância de setenta léguas, é rara e caríssima. Usam-se, porém, umas pequenas e delicadas infusas feitas de barro, muito abundante em Portugal, nas quais, postas ao relento, a água refresca maravilhosamente"
Foi nestes termos que um estrangeiro, nos princípios do séc. XVIII, registou a dificuldade em obter gelo durante os meses de estio em Lisboa.
De facto, face ao enorme consumo de gelo quer nas classes mais populares como na corte e nobreza, D. João V teve que encontrar forma de produzir gelo num local situado próximo de Lisboa. Frustada a tentativa do castelo de São Jorge, a escolha recaiu sobre a serra de Montejunto, devido às condições climatéricas existentes.
Nascia assim a Real Fábrica do Gelo, monumento de características arquitectónicas ímpares no nosso país. Juntamente com a possibilidade recreativa que a serra de Montejunto ao nível do turismo de natureza (passeios pedestres, espeleologia, para-pente e asa delta, orientação, etc) oferece, o concelho do Cadaval apresenta-se com uma oferta turística eminentemente de natureza e ruralidade.
A produção vitivinícola é de extrema importância na economia do concelho, provando com o decorrer dos anos ser a mais rentável; de resto, a paisagem rural reflecte as vastas áreas de vinhedos que se estendem até às encostas do maciço calcário de Montejunto.

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CALDAS DA RAINHA

Caldas da Rainha é uma cidade Termal, fundada nos finais do século XV pela Rainha D. Leonor, esposa do Rei D. João II. De facto, o termalismo, razão da existência desta cidade, é sem dúvida, um dos grandes atractivos turísticos, pontificando aí o hospital termal. Oferece ainda propostas diversificadas, desde o típico mercado diário da fruta, passando por um património museológico (museu Malhoa - onde se expõe a obra do mestre português -, Casa Museu São Rafael, museu de cerâmica e museus de escultura) que faz da cidade um importante pólo cultural. É igualmente um dos principais centros cerâmicos do país, onde as peças do artista Rafael Bordalo Pinheiro se destacam pela originalidade e crítica mordaz aos costumes sociais e políticos da sua época; a figura popular do Zé Povinho ou os pratos de couves exemplificam precisamente essa atitude irreverente.
Na gastronomia, por influência da cultura conventual, as trouxas, as lampreias de ovos e as famosas cavacas são referências da riqueza, da singularidade e identidade cultural da cidade.
A oferta turística é também constituída pela belíssima praia da Foz do Arelho, situada na confluência da Lagoa de Óbidos com o mar. A Lagoa terá sido mais extensa, chegando inclusivamente até às muralhas de Óbidos. Ideal para a prática de desportos náuticos como o windsurf, fica nos concelhos das Caldas da Rainha (margem norte) e Óbidos (margem sul), servindo de fronteira. Na margem norte fica a praia da Foz do Arelho - povoação a cerca de 10 Km das Caldas. Situa-se numa depressão pouco profunda, de contornos irregulares e muito instáveis junto ao mar, cuja barreira natural de separação é formada por um cordão de dunas litorais.

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LOURINHÃ

Concelho litoral da região Oeste, dista de Lisboa cerca de 63 Kms, com cerca de 18 Kms de orla costeira, paisagens deslumbrantes distribuidas pelo campo e pela praia, num subtil equilíbrio de cores e formas, onde se localizam excelentes miradouros. Belas praias e baías inexploradas que convidam à prática dos mais variados desportos náuticos, pesca desportiva, caça-submarina, fotografia sub-aquática, windsurf, etc.
Terra com raízes históricas que remontam à romanização da Península, possuidora de um riquíssimo património monumental. A Igreja Matriz, templo gótico do século XIV, e a Igreja da Misericórdia, com o seu portal manuelino, são exemplos onde figuram a austeridade e a delicadeza da arte antiga. Visite-se o local onde está erguido o Pelourinho do século XIV também conhecido pelo cruzeiro do antigo castelo.
A Lourinhã é igualmente conhecida pelos valiosos achados do período Jurássico. As arribas na área do forte de Paimogo, zona de nidificação com um número elevado de ovos e cascas de ovos fósseis de dinossauro, estão impregnadas de vestígios do Jurássico Superior. Associados aos ovos encontram-se ossos de juvenis e embriões de Terópode. Os trabalhos, que decorreram entre 1993 e 1996, possibilitaram a organização de um espólio considerável no Museu Municipal. Merece uma visita atenta.

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NAZARÉ

Praia da Nazaré é de ocupação humana relativamente recente. As primeiras referências sobre a pesca na Nazaré datam de 1643, no entanto, só no início de oitocentos a população se começou a fixar no areal.
A zona actualmente ocupada pelo casario, era, à época, ocupada por dunas litorais que seriam recortadas, a montante, pela foz do rio Alcoa, que ia desaguar muito a norte da actual (a sul do Porto de Pesca), tendo as várias alterações do leito do rio contribuído para a diversificação da geologia local.
Os pescadores locais habitavam, sobretudo, nas partes altas – Sítio e Pederneira – dado que os constantes ataques dos piratas argelinos e holandeses tornavam o areal pouco seguro. Só no séc. XIX, posteriormente às invasões francesas, é que se reuniram condições de segurança necessárias à fixação dos pescadores junto à praia.
A Nazaré começou a ser conhecida e procurada, como praia de banhos, em meados do século XIX. A sua beleza natural e tipicismo desde sempre atraíram os visitantes. A pesca, a transformação do pescado e a sua venda, foram ao longo de quase todo o século XX, as principais actividades da população. A dureza e perigosidade da vida do mar levaram muitos pescadores a procurarem uma vida melhor noutras paragens. A construção do Porto de Pesca e Recreio, no início da década de oitenta, veio alterar e melhorar a vida dos pescadores, iniciando uma nova fase no quotidiano da vila.
Na década de 60, o Turismo descobriu o encanto desta vila e a Nazaré começou a ser conhecida internacionalmente. Visitada anualmente por milhares de turistas nacionais e estrangeiros, a Nazaré é hoje uma vila moderna e sempre animada. Percorrer as suas ruas estreitas e perpendiculares ao mar, é descobrir um modo de vida peculiar e autêntico, onde as surpresas espreitam a cada esquina.
Beleza, memórias, charme e tradições fazem da Nazaré a mais inesquecível das praias portuguesas.
 



ÓBIDOS

"Restabeleçam sobre os alicerces que ainda existem alguns dos velhos edifícios arrasados pelo terramoto de 1755; suprimam não mais de uma dúzia de construções deste século; dêem ao que fica a ligeira restauração cenográfica de alguns detalhes arquitectónicos; e, sem tocarem na disposição geral das ruas e no agrupamento das casas, aqui têm Óbidos, fielmente e integralmente ressuscitado, um velho burgo português de há trezentos anos".
Foi neste termos que Ramalho Ortigão relembrou uma existência secular repleta de história, cultura e património.
De facto, sendo um dos tesouros do nosso país, a vila medieval de Óbidos não pode, face aos inúmeros pontos de interesse turístico, dispensar uma demorada visita. Ultrapassada a Porta da Vila, que tem no seu interior um oratório dedicado à padroeira N.S. da Graça, sente-se imediatamente a enorme atracção que o pitoresco das casas caiadas de branco e as ruas sinuosas exercem sobre o visitante. Igrejas, janelas manuelinas, pátios ou escadarias são também pontos de referência.
O Castelo de Óbidos, onde está instalada uma Pousada, deverá ter origem romana, no entanto, foi sob domínio árabe que granjeou o estatuto de fortificação.
A Lagoa de Óbidos (ideal para a prática de desportos náuticos), a cidade romana de "Eburobrittium", ou o campo de golf da Praia D´el Rey são outros elementos que merecem, seguramente, uma deslocação.

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PENICHE

A sua origem perde-se na noite dos tempos. Sabe-se ter sido em tempos remotos Peniche uma ilha, sem a língua de areia que a liga ao Continente e aí teria acorrido, fugindo à retaliação das hostes de Júlio César e aproveitando o escarposo e inacessível recorte, um punhado de lusitanos que teriam resistido e fundado a povoação. Rodrigues Carvalheiro e Eduardo Dias transcrevem nas "Memórias de forasteiros" a narrativa do Cruzado Osberno, companheiro de Afonso Henriques, na tomada de Lisboa: "No dia seguinte aportámos à Ilha de Peniche distante do Continente cerca de 800 passos. Abunda esta ilha em veados e sobretudo em coelhos: também se encontra nela a planta do alcaçuz..."
Peniche, no tempo antigo significativa de "barco pequeno", mas houve também historiadores, lembrando-se da afinidade fonética com a palavra península, lhe atribuíram a designação por corrupção dessa palavra.
O Concelho oferece inúmeros pontos de interesse: para além de uma imprescindível visita à Fortaleza Museu, imperioso é conhecer as igrejas deste Concelho, cada qual com a sua riqueza e beleza arquitectónica. Destas se destacam em Peniche as da Misericórdia, Nª Sr.ª da Ajuda, Santuário dos Remédio e S. Pedro.
O artesanato, verdadeiro ex-líbris da cidade, tem nas rendas de bilros a sua maior expressão.
Peniche oferece ainda um conjunto de praias (Baleal, consolação, Supertubos, S. Bernardino, etc) de invulgar beleza ideais para o surf e outros desportos náuticos, bem como a única reserva natural marítima: ilha da berlenga.

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SOBRAL DE MONTE AGRAÇO

O documento mais antigo conhecido é datado de Outubro de 1186 e através dele D. Sancho I doou o "Reguengo de Soveral" ao Bispo D. Paio da Sé de Évora e aos seus sucessores.
Estava-se em pleno período da reconquista cristã. Tornava-se necessário povoar as terras de modo a não permitir uma nova invasão de mouros.
A doação do reguengo permitiu a formação de um povoado - Montagraço - cujos habitantes cultivavam as terras pagando para isso rendas e dízimos ao seu donatário. Será a partir deste reguengo que se irá formar o concelho de uma só freguesia que irá originar o actual Concelho de Sobral de Monte Agraço. De 20 de Dezembro de 1518 data o Foral de Monte Agraço, concedido por D. Manuel I.
No início do século XIX o concelho sofre as consequências das destruições causadas pelas invasões francesas, ao mesmo tempo que tem um papel de relevo na defesa do país. Situavam-se na área do concelho vários fortes que no seu conjunto formaram a primeira das linhas de Torres Vedras, e em vários locais , ainda hoje podemos encontrar as posições de fogo, as trincheiras e os fossos.
A visitar: Casa de São Salvador do Mundo, uma das melhores unidades de turismo de habitação da região de Turismo do Oeste, a Igreja de São Quintino, mandada edificar por D. Manuel I em 1520 e classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910 e Forte Grande de Montagraço (Forte de Alqueidão), importante fortificação da 1.ª Linha de Torres Vedras e impressionante miradouro.

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TORRES VEDRAS

As origens de Torres Vedras esfumam-se perdidas no tempo. Terá sido no Castro calcolítico do Zambujal que surgiu a primeira estrutura civilizada do território nacional. Também os romanos elegeram os vales férteis de Torres Vedras para a instalação de numerosas casas de campo, tendo iniciado o cultivo da vinha.
Porém, só após a reconquista cristã Torres Vedras tem a sua afirmação histórica. A criação do concelho remontará ao reinado de D. Afonso Henriques, embora o primeiro foral date de 1250, atribuído por D. Afonso III, reformado posteriormente por D. Manuel, em 1510.
Palco de memoráveis acontecimentos, foi nesta cidade que se reuniu D. João I com o seu conselho, em 1413, para deliberar sobre a conquista de Ceuta.
Destaca-se, no entanto, pelas suas repercussões sociais, culturais e económicas um facto histórico: o complexo sistema defensivo das Linhas de Torres, que permitiu vencer as tropas napoleónicas aquando das suas invasões.
Terra de sol e mar por excelência, com 20 Km de costa marítima, as praias de Santa Cruz, Porto Novo, Santa Rita ou da Assenta, registam uma forte procura, não só nos meses do verão, como também ao longo de todo o ano. Ambientes tranquilos ou areais cosmopolitas podem possibilitar momentos de lazer e instantes de prática desportiva, nomeadamente, surf. São, ainda, zonas preferenciais para 2.ª habitação.
O complexo termal do Vimeiro, o centro hípico, o campo de golf do Hotel Golf Mar ou o Aeroclube são equipamentos que suscitam uma ocupação complementar à oferta das praias.

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